domingo, 21 de fevereiro de 2016

Segundo dia

Acordei antes das 5h

Vesti meu sorriso amarelo, minha meia amarela, minha camisa amarela e fui ali ensolarada!

Saí de casa em jejum, antes das 6h, queria ser a primeira a fazer o exame de sangue, tanto que cheguei 30 minutos antes do horário e pacientemente aguardei.

Nessa espera observei que no silêncio do dia que se inicia, ainda é possível ouvir os pássaros, sentir uma brisa leve que toca a pele antes da fumaça dos carros, ver o carinho das pessoas que se cumprimentam com um sonoro Bom Dia!

Sorri!

Chegou o horário e a porta estava aberta, eu entrei e retirei a senha número 01 do dia, me sentei e aguardei ser chamada. 

Na primeira "entrevista" do dia me dei conta que não me lembrava o que havia comido ontem nem qual o horário da ultima refeição. Foi um exercício lembrar daquele delicioso suco de umbu com torradas crocantes e fresquinhas perfumadas com orégano, mas acho que agora ficaram inesquecíveis.

Fui tirar o sangue e me lembrei que poucos dias atrás eu me emocionei de ter saúde suficiente para doar sangue!

Hoje eu tenho saúde suficiente para sorrir e mais uma vez ser grata pelo dia ao qual disponho para caminhar na praia, ser feliz, desejar, trabalhar, compartilhar...

A técnica de enfermagem me perguntou se estava tudo bem. Eu respondi que estaria melhor se não houvesse que estar ali aquela hora, mas que eu estava bem sim e que ainda iria ficar bem melhor! Saí da sala com as primeiras lágrimas do dia. Agradeci o cuidado e segui minha caminhada.

Parei na feira da horta, comprei folhas frescas para o almoço e voltei pra casa.

Em casa preparei um suco e um sanduíche com uma das folhas fresquinhas enquanto conversava com minha cunhada, que carinhosamente falava sobre seu sono, sorrimos e fomos saindo juntas quando olhei o horário que já estava mais de 7h. Quase desisti de sair, mas doces foram as palavras que ela disse me incentivando a fazer uma caminhadinha, sem pretensão.

Cheguei na praia a tempo de garantir braços e rostos alegres de me ver, o sol, o circuito, o registro, uma boa conversa e uma carona. Não poderia ser melhor. 

Parei no caminho, diante da barraquinha de frutas e escolhi uma de cada: melancia, pinha, mamão, abacaxi e uma água de coco, lembrei que tinha manga em casa. Quando cheguei, enquanto tirava a casca e me deliciava com aqueles sabores me enchia de gratidão por poder viver aquela manhã tão doce.

Separei frutas e iogurte e fui pro trabalho. A tarde demorou a passar, mas foi bastante frutuosa. Na saída a companhia da colega me estimulou a caminhar alguns metros a mais sem receio e nos despedimos com um abraço. 

Cheguei em casa bem cansada, dormi no sofá. 




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